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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Trochilinae
 Vigors, 1825
Espécie: S. lalandi

Nome Científico

Stephanoxis lalandi
(Vieillot, 1818)

Nome em Inglês

Green-crowned Plovercrest


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Beija-flor-de-topete

O beija-flor-de-topete é uma ave apodiforme da família Trochilidae.

Seu nome científico significa: do (grego) stephanos = coroa; e oxus = forma; e de lalandi = homenagem ao naturalista e explorador francês Pierre Antoine Delalande (1787-1823) coletor de espécies no Brasil em 1816. ⇒ (Ave com topete) em forma de coroa de Delalande.

Características

Mede cerca de 8,5 cm de comprimento. O macho adulto apresenta um topete verde com o penacho comprido mais escuro, ventre cinza claro com uma mancha grande azul. Aves do sul do Estado de São Paulo e para o sul apresentam topetes azuis. É verde no dorso com preto e branco nos cantos da cauda parda. Os machos jovens e as fêmeas são verdes no dorso e cinza claros no ventre, com uma pinta branca atrás dos olhos; o bico é curto e reto.

Subespécies

Possui duas subespécies:

Obs: Estas subespécies são consideradas por alguns autores como espécies distintas. A Proposta (664) para o SACC (South American Classification Committee) que sugere tratar Stephanoxis lalandi como duas espécies distintas, foi aprovada em dezembro de 2014.

Alimentação

Alimenta-se de néctar e pequenos insetos. Frequentemente visita as flores de brincos-de-princesa, amoras-do-campo, eucaliptos e bromélias.

Reprodução

Durante a côrte, o macho adejando ao redor da fêmea levanta o seu topete, executa música instrumental com as asas (batendo 20 a 33 vezes por segundo) e emite fortes assobios, avançando e recuando no ar até que a fêmea o aceite para cópula. Grupos de 2-5 machos formam o “leque expandido” e cantam baixo nas bordas da mata próximo a riachos para atrair as fêmeas. O ninho é em forma de pequena taça colocado em folhas terminais de varas de bambu ou em ramos de arbustos, a pouca altura, confeccionado de paina e revestido de musgos, hepáticas e líquens fixados com fios de teias de aranha.

Hábitos

Habita campos de altitude com clima frio, atingindo as altitudes máximas da área onde está presente (por exemplo, 2.900 metros nos campos da Serra do Caparaó e no Parque do Itatiaia). No Rio Grande do Sul ocorre no planalto. Durante o inverno desce para altitudes menores, chegando ao nível do mar.

É avistado na vegetação arbustiva e nas matas ciliares dos campos de altitude ou em beiradas das matas da região Sul; aparece em áreas parcialmente desmatadas, mas desaparece de áreas com intensa agricultura.

Distribuição Geográfica

Ocorre do espírito Santo e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai e norte da Argentina.

Referências

Galeria de Fotos